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10/10/2018

A instabilidade dos juros nas modalidades de crédito no Brasil

No Brasil, a instabilidade dos juros nas modalidades de crédito, deixam os consumidores sem saber como se organizar financeiramente. Acontece que esse sobe e desce nos índices de juros só faz com que haja maior inadimplência e os números de pessoas negativas entrem nos cadastros de restrição de crédito aumentem, tornando um “caminho sem volta”. Várias são as manchetes nos canais de comunicação anunciando dívidas de bilhões de reais com os empréstimos consignados, de cheque especial e principalmente de cartão de crédito.

Após quatro meses de queda, juros do cartão de crédito voltam a subir, segundo dados do Banco Central do Brasil. De acordo com a autoridade monetária, os juros rotativos (aqueles cobrados dos inadimplentes) subiram de 271,4% para 274% ao ano, entre julho e agosto. Essa foi a primeira alta desde março de 2018. As pessoas mais atingidas nesse mês de agosto foram os clientes que não conseguiram pagar o valor total das faturas de seus cartões, ou seja, não cumpriram nem com o pagamento mínimo. Outra modalidade que vem assustando os consumidores com os altos índices cobrados, que é o modelo de crédito mais caro no país que é o cheque especial, o famoso “limite negativo” das contas-correntes, os juros permaneceram em 303,2% ao ano.

Vale ressaltar que esses são números médios e podem variar para cada situação específica, porque os bancos oferecem taxas diferentes de acordo com o plano contratado pelo cliente e a relação entre eles (quem tem mais dinheiro no banco paga menos juros). Veja abaixo a variação das modalidades de crédito:

  • Rotativo do cartão de crédito: de 271,4 % ao ano em julho para 274% ao ano em agosto;
  • Cartão de crédito parcelado: de 167,1% ao ano em julho para 166,7% ao ano em agosto;
  • Cheque especial: mantida em 303,2% ao ano em agosto;
  • Crédito pessoal não-consignado: de 118,5% ao ano em julho para 121,4% em agosto;
  • Crédito pessoal consignado: de 24,9% ao ano em julho para 24,5% ao ano em agosto;
  • Compra de veículos: de 22,3% ao ano em julho para 22,2% ao ano em agosto;
  • Financiamento imobiliário: mantida em 8% ao ano em agosto;

 

Segundo dados, pelo terceiro mês consecutivo, a inadimplência das pessoas físicas permaneceu estável, e um dos argumentos dos bancos para manter o spread (diferença entre a taxa de captação e aplicação de crédito) é justamente a alta inadimplência. O nível de endividamento das famílias continuou a subir em agosto, mantendo a trajetória apresentada ao longo deste ano. No último mês, o total de famílias endividadas subiu para 41,8%.

Com base nesses relatos da atual conjuntura financeira brasileira, antes de fazer qualquer negócio com as instituições financeiras, analise o contrato e consulte seus advogados.

 

Vejamos links na integra:
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/26/juro-cheque-especial-rotativo-cartao-de-credito-sobe.htm

https://veja.abril.com.br/economia/apos-4-meses-de-queda-juros-do-cartao-de-credito-voltam-a-subir/

 

 

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