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21/09/2018

A ilusão da entrega amigável

Em seus relatos, muitos brasileiros expõem infinitas dificuldades em meio a crise atual  que o país e o mundo se encontram, e uma delas está em conseguir continuar adimplentes em seus débitos, e acabam sem ter condições de arcar com os pagamentos das prestações dos débitos bancários adquiridos. Repercutindo na cobrança de juros moratórios e multa por parte das instituições financeiras.

Com esses atrasos, os juros só aumentam e pesquisas mostram que os financiamentos de veículos são os contratos mais afetados, e a quantidade de automóveis retomados nesse ano deve ser semelhante a do ano passado, que foi a mais alta em sete anos.

Aproveitando-se da situação de desespero pelo devedor em “se livrar” das incessantes ameaças de apreensão, os bancos entram em contato propondo um acordo “ilusório” no valor que o devedor não pode arcar, então sugerem a “entrega amigável”, com a alegação de que não serão mais gerados custos, nem cobranças. E, o menos favorecido, sem se atentar com o montante da dívida, se sente pressionado em concordar.

Nesse tipo de proposta, como o veículo é dado em garantia do financiamento adquirido, o banco o levará a leilão, veículos esses que serão arrematados por um valor bem abaixo do quanto valem no mercado e quase sempre haverá um “saldo” devedor, tendo o consumidor ainda, que arcar com esse pagamento. Na hipótese de realização, nesse “termo de entrega” devem constar todas as informações referentes à negociação, inclusive que o cliente “concordou” em pagar eventuais saldos após a venda e por isso ações retomadas pela financeira para reaver esse valor são consideradas legais.

O que normalmente acontece é que os clientes assinam esse documento crendo que o débito está sendo quitado, quando na verdade isso é um subterfúgio das instituições financeiras para tentar reaver, pelo menos, uma parte da dívida e continuar cobrando o saldo. Ou seja, um consumidor desatento corre o sério risco de ficar sem o bem e com a dívida!

Em muitos casos seus bens serão leiloados e o valor não é o suficiente para quitação, ou seja, perdem o carro e ainda continuam devendo o montante do saldo devedor, com juros sobre juros. Nessa situação, a consumidor se depara com uma excessiva desvantagem!

Uma das alternativas para sair desse problema, para que não aconteça no seu caso, valha-se de uma assistência jurídica especializado nesse tipo de demanda, com um valor justo sem juros abusivos e que caibam no seu bolso.

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